sábado, 28 de maio de 2011

Reinserção escolar

Atualmente, em meio à sociedade na qual estamos inseridos, são muitas as pessoas que acabam abandonando os estudos devido a problemas pessoais dos mais variados tipos. Não são poucos os casos de jovens que deixaram de frequentar a escola para, então, se dedicar à maternidade ou até mesmo à família, que não tinha como se sustentar com tão pouca renda – por exemplo. É notável que casos como estes são mais frequentes do que podemos imaginar, mas estas pessoas devem, então, ser condenadas a não possuir o direito de ter uma segunda oportunidade?
Paulo Freire*, conhecido, também, por se dedicar ao ensino de adultos (*além de ser tido como um dos principais aliados à luta contra o analfabetismo e a favor de diversos outros aspectos em prol de uma educação digna e igualitária), mostra-nos a importância de se respeitar e entender o contexto cultural no qual se encontram alguns alunos. É necessário que educadores (as) consigam obter a realização deste processo de contextualização, pois, é por meio disto que o educando terá conhecimento de sua realidade e entenderá, através da ação de conhecer, que “O mundo não é. O mundo está sendo.”, como dito pelo autor em sua renomada obra “Pedagogia da Autonomia” ( na edição publicada no ano de 2006 em sua 46ª página); e, portanto, é preciso vir a ser não apenas objeto, mas sujeito de sua própria história, podendo vir a transformá-la diante da capacidade de intervir em seu meio social.
Sabemos que Paulo Freire foi além de uma “simples realidade”, ele chegou à realidade de indivíduos pobres e sem nenhuma instrução e os instruiu por meio de seus métodos de ensino. Entretanto, se tratando de uma realidade como a apresentada no primeiro parágrafo, de que métodos dispomos?
Como se pode ver, em muitas das revistas cuja temática principal vem a ser a educação, ainda não dispomos de métodos suficientes. A lei de Diretrizes e Bases (LDB) garante em seu Artigo 4º que o Estado deve dar um ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria e, também, ofertar um ensino noturno regular adequado às condições do educando; mas, apesar de tal lei existir, temos a confirmação de que há pelo menos 2 anos atrás, havia, ainda, o abandono escolar por parte de 1 a cada 5 alunos (como visto a partir de estudo realizado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas).
O Governo necessita fornecer uma maior atenção à população, principalmente ao se tratar da educação, independente da idade ou classe social. Somente assim garantiremos um futuro melhor para aqueles que foram, um dia, tratados como sendo de menor importância perante a sociedade.