sábado, 24 de julho de 2010

Nós que aqui estamos por vós esperamos

A nostalgia veio com força e lembrei-me de um vídeo que assisti quando ainda estava no 2º ano do Ensino Médio e que fez com que eu me encantasse com tamanha simplicidade e conteúdo. Nós que aqui estamos por vós esperamos é um documentário produzido há 11 anos (1998) e dirigido por Marcelo Masagão. É incrível, mas posso dizer que sempre que assisto permito que mais informações cheguem até mim!

Um pequeno trecho de tal documentário, caso queiram continuar assistindo, sigam a ordem dos vídeos no youtube.

Relatos de Bianca - Parte II

Era Roberto, amigo de Afonso. Roberto viera avisar que lhe telefonaram para comunicar a morte de seu querido amigo, marido de Bianca. Segundo as informações de Roberto, Afonso fora surprendido por um caminhão que vinha no sentido contrário da pista e, por este motivo, seu carro capotara causando, imediatamente, sua morte. A triste notícia fez com que Bianca se entregasse às lágrimas e perdesse, completamente, a calma. Estava agitada, não entendia o porquê nem o como de tal acontecimento. Implorava por uma explicação plausível, pois não julgava de tal forma a explicação que lhe fora dada. O silêncio acabou suprindo qualquer possível explicação e Bianca, mais uma vez, pôs-se a chorar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Relatos de Bianca - Parte I

Era uma manhã de julho, fazia frio, muito frio. Bianca caminhava de um lado ao outro na tola esperança de encontrar alguém com quem pudesse conversar, mas encontrava-se sozinha em sua casa, que a esta altura já lhe parecia muito maior do que realmente era. Tinha cerca de 30 anos e acabara de se casar. Casara com Afonso, um homem cujo trabalho lhe impossibilitava descanso, pois dependia de diversas viagens para poder sustentar a família. Eram dias e noites angustiantes para Bianca, que ficara a espera de seu esposo, com o ideal de recuperar, ao lado dele, todos os dias em que havia ficado sozinha. Bianca sempre sonhou em poder casar, ter filhos, ajudar no sustento de sua família e ser feliz, muito feliz. De fato ela era. Era uma mulher realmente feliz, apenas duas coisas lhe incomodavam: a primeira era que Afonso acreditava que não fazia sentido algum ela querer trabalhar para ajudar a manter a casa. A segunda, ah a segunda... Bem, digamos que ela sentia-se sozinha, na maior parte do tempo. Ficava só consigo mesma, rondando a casa, os livros. Conhecia aquela estante como ninguém, havia lido e relido diversas vezes todas aquelas obras, desde as mais simples às mais elaboradas. Amava ler, era seu passatempo preferido - talvez o único -. A noite chegara e ela adormecera entre seus tantos livros e, ao surgir do sol, alguém bateu à porta...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Musicalizar

Quando menor, lembro-me de ouvir os mais diversos tipos de sons, dentre eles os das músicas de meus pais. Cresci ouvindo músicas "não pertencentes" à minha geração, como The Beatles; Elvis Presley; ABBA; Bee Gees, enfim, definitivamente um universo musical bastante variado estava diante de mim, uma simples criança. Gostava de tal musicalidade, sentia-me leve e ao mesmo tempo importante, responsável. Percebia que eu podia escutar o mesmo que os adultos escutavam e gostavam, de fato, de escutar. O tempo foi passando, e eu fui percebendo que não era apenas uma questão de orgulho ou de "conhecimento musical", mas sim de gosto. Meu gosto se modificou em diversos aspectos, me permiti conhecer outros diversos estilos ao se tratar de música, mas outros muitos permaneceram, muitos destes frutos de minha infância, de meu interesse pelas músicas ditas antigas. Hoje, por exemplo, escuto KT Tunstall, mas não me esqueci dos Beatles, escuto HIM, mas Bee Gees continua sendo bom! Dependo do tempo que vivi, do tempo que vivo, e do tempo que viverei para afirmar o meu bom gosto perante a música. Posso sim não ter o mesmo gosto musical que muitas outras pessoas, mas é isto o que me transforma, constantemente, em mim mesma. Agradeço àquelas pessoas que me ensinaram algo que levarei comigo pelo resto da vida: a música não depende do estilo, mas do som e daquilo que estes nos despertam!

Resposta?

Há tempos procuro uma resposta para o amor. Uma resposta para aquilo que faz com que amemos alguém, ou até mesmo algo. Há tempos sinto-me angustiada por não conseguir definir, de fato, o que é amar. Há tempos, há muito tempo. Pensando seguidamente no amor e no amar consegui, mais uma vez, concluir algo novo. Concluí, agora, que querer compreender o sentido do amor é quase tão complexo que querer compreender o amor do, ou no, sentido. Sentido? Que sentido? Amor? Que amor? Onde consta que para amarmos precisamos de sentido? Onde consta que para termos sentido precisamos de amor? Amar pode sim ter um sentido, ou dois, ou três...ou nenhum, de fato. O amor não se explica em frases, ou em pensamentos. Às vezes, por mais contraditório que possa parecer, amar não se explica nem mesmo através dos mais puros sentimentos. Sei que amo, e isto basta. Basta para que eu ame, basta para que eu pense, basta para que eu sinta. Não defino o amor, pois descobri que amar é não conseguir definir e fugir, constantemente, desta ilusória definição. Amo porque amo, e não há nada mais simples e complexo que isto!